O Plenário do Senado rejeitou por 39 votos a 16 o nome de Alexandre de Moraes para a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 18 de maio de 2005. A indicação voltou a ser votada e foi aprovada por 48 votos a sete depois de tramitar novamente com o desgaste do STF em discussão.
Rejeição em 2005 para o CNJ e a volta da votação com novo cenário político
Em 18 de maio de 2005, o Senado derrubou Alexandre de Moraes na votação que decidiu quem comporia o CNJ pela primeira vez. O CNJ inspeciona e controla os tribunais do país, com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro atua hoje.
A reprovação aconteceu depois de uma falha apontada no plenário. O texto diz que, por um deslize dos oposicionistas, não havia quórum suficiente para aprovar o indicado.
Como a queda do nome de Moraes se conectou ao escândalo do mensalão e ao pedido de CPI
O artigo liga a manobra à oposição que protocolou o pedido de criação da CPI dos Correios. A CPI “escarafunchou e deu dimensão ao escândalo do mensalão”.
Segundo o texto, a oposição também preteriu o nome de Sérgio Renault, então secretário de Reforma do Judiciário e mentor da criação do CNJ, para a vaga. Já Alexandre de Moraes, antes de ser recusado, era filiado ao PFL, partido que depois virou Democratas e se fundiu no União Brasil.
Com o desgaste em pauta, o Senado aceitou votar novamente a indicação de Moraes. Dessa vez, a aprovação saiu por 48 votos a sete.
Campanha de 2026 e promessa de impeachment já definida por pré-candidatos
O texto diz que, com um juiz do Supremo entre os ativos eleitorais da oposição, pré-candidatos disputam 54 vagas no Senado e foram escolhidos pelo ex-presidente Bolsonaro.
O compromisso citado é votar, nos primeiros meses de 2027, um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, caso sejam eleitos.
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