Setor produtivo cobra Congresso para corrigir Simples e manter correção anual do MEI

Empresários pedem que o Congresso cumpra acordo para atualizar, ainda este ano, os limites do Simples Nacional e criar correção anual automática pela inflação. O recado foi reforçado pela CACB após a sanção que elevou o teto de faturamento do MEI.

CACB comemora MEI maior, mas quer correção anual automática e mudança no Simples

O setor produtivo afirma que vai acompanhar o que foi combinado com lideranças no Congresso.

A CACB também cobra um mecanismo de correção automática dos valores pela inflação, usando o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial.

Lei Complementar nº 238/2026 eleva MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028

A Lei Complementar nº 238/2026 aumenta o teto do MEI para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.

O texto também amplia para dois o número de empregados permitidos, desde que recebam um salário mínimo ou o piso setorial.

Apesar da mudança, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, disse que não foi incluída correção automática anual pelo IPCA e apontou exigência do setor.

Acordo mira correção do Simples neste ano e agenda de votação na Câmara

Cotait citou que existe acordo com lideranças congressistas para corrigir a tabela do Simples Nacional ainda este ano, com compromisso ligado a Hugo Motta.

Nesta sexta-feira (23), o tema foi discutido no encontro entre Hugo Motta, Camilo Santana (PT) e o ministro Paulo Pereira. Pereira falou em calendário para votar ainda este ano a reforma do Simples e mencionou uma linha de crédito do BNDES para a transição do trabalho 6×1 para a 5×2 e perdão de dívidas para empresas do setor de eventos, bares e restaurantes.

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