Uma briga entre ministros do STF e do TSE tomou conta do caso dos posts que associavam Flávio Bolsonaro ao fim de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A confusão começou com remoções e anulações de decisões eleitorais e virou um protesto formal dentro dos tribunais.
Polêmica religiosa vira disputa judicial entre decisões do TSE e do STF
A discussão ganhou força depois que uma jornalista da GloboNews comentou que grupos católicos estariam incomodados com uma articulação de evangélicos para tirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A GloboNews pediu desculpas pelo erro, mas o assunto explodiu nas redes sociais.
O caso também abriu um conflito direto entre magistrados sobre quem deve mandar em temas eleitorais durante a campanha.
André Mendonça manda tirar posts, Flávio Dino anula e Luiz Fux volta a suspender
No dia 26, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou a remoção do conteúdo sobre a santa. Dois dias depois, o ministro Flávio Dino anulou a decisão ao atender a um pedido do humorista.
No dia seguinte, após um novo recurso de Flávio Bolsonaro, o ministro Luiz Fux determinou novamente a retirada das postagens. Em seguida, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, encaminhou um protesto formal ao presidente do STF, Edson Fachin.
Na quarta-feira, cinco dias depois da primeira decisão, o plenário do TSE confirmou a retirada dos posts e citou a ideia de atribuir a um candidato ações e articulações que ele não fez.
TSE mantém retirada; Lula manda mensagem em viva-voz e Polícia Federal abre inquérito
Com a decisão do TSE, Flávio Dino retirou o pedido para o Plenário do STF analisar o caso. Para evitar nova escalada, Edson Fachin tinha decidido só levar o tema a julgamento depois das eleições.
No dia seguinte à formalização do voto por Mendonça, Dino determinou que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar uma “onda de ataques contra imagens religiosas”.
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