A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou o governo de Donald Trump, na segunda-feira, 24, a avançar com a campanha para restringir a votação pelo correio nas midterms. A decisão vale agora, mas não encerra a disputa na Justiça.
Decisão libera avanço, mas não julga se a regra de Trump é constitucional
Com uma maioria conservadora, os ministros derrubaram uma decisão de uma juíza federal de Massachusetts que travava parte da implementação de uma ordem executiva sobre voto por correspondência.
Na avaliação da corte, os 23 estados, em sua maioria governados por democratas, e o Distrito de Columbia, que entraram com a ação, ainda não tinham legitimidade para contestar a medida.
Ordem executiva de março e regras do Serviço Postal em 21 de junho
Assinada em março, a ordem executiva determina que o governo federal elabore e envie aos estados listas de cidadãos considerados aptos a votar.
O Departamento de Justiça também foi orientado a priorizar investigações e processos contra autoridades eleitorais que distribuam cédulas a pessoas consideradas inelegíveis para votar em eleições federais.
Na última sexta-feira, 21, o Serviço Postal americano publicou regras para colocar a medida em prática, com exigências como listas de eleitores que receberam cédulas pelo correio e códigos de barras para os envelopes de envio e devolução.
Midterms em novembro e efeitos podem aparecer na disputa do Congresso
A disputa acontece enquanto os Estados Unidos entram na corrida pelo controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, marcadas para novembro.
Em 2024, cerca de 30% das cédulas da eleição presidencial foram enviadas pelo correio.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.