O tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras virou um novo problema para Santa Catarina e pode atingir até 25 mil empregos. O alerta vem da Fiesc, federação das indústrias de Santa Catarina, que aponta risco nos próximos 18 meses.
Mais da metade das vendas de SC para os EUA fica em risco com as sobretaxas
Santa Catarina tem, há décadas, mais da metade das vendas voltadas aos Estados Unidos.
Os produtos enviados incluem itens feitos sob encomenda, como máquinas, equipamentos e artefatos de madeira para construção civil.
Fiesc estima perda de 7,6 mil empregos e risco de mais 20 mil a 25 mil
Empresários informaram ao governo federal que nove em cada dez dólares de receita das vendas ao mercado americano devem ser afetados pelas sobretaxas.
A Fiesc estima que mais da metade (54%) do comércio com os EUA passou a conviver com o nível mais alto de tarifas (37,5%).
Na primeira etapa da ofensiva de Trump contra o Brasil e outros 59 países, no ano passado, Santa Catarina perdeu 7,6 mil empregos nas linhas de produção industrial.
Campanha presidencial ganha peso e Flávio Bolsonaro é citado pelo impacto em votos
Se nada mudar nas tarifas, a Fiesc calcula risco de o Estado perder entre 20 mil e 25 mil empregos nos próximos 18 meses, com tendência de estagnação em regiões com menos diversificação produtiva.
O cenário também entra na campanha presidencial, em que dois terços dos eleitores se dizem preocupados com efeitos prejudiciais do tarifaço na vida pessoal ou familiar.
Esse quadro cria um problema novo para o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à presidência, que apoiou publicamente o tarifaço de Trump.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.