O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou a Faculdade de Medicina da Universidade Yale de discriminar candidatos brancos e asiáticos na admissão de alunos. A ação destaca o avanço de uma campanha do presidente Donald Trump contra políticas de diversidade no ensino superior.
Acusação do governo mira ação afirmativa proibida pela Suprema Corte
O Departamento de Justiça disse que a investigação mostrou uso ilegal de ações afirmativas na admissão. Em 2023, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou essas políticas ilegais.
Naquele ano, os juízes afirmaram que considerar a raça para ocupar vagas viola a Constituição, que prevê igualdade perante a lei.
O que o Departamento de Justiça diz sobre seleção por raça na Yale
Na quinta-feira 14, o Departamento de Justiça afirmou que candidatos negros e latinos foram admitidos com qualificações acadêmicas abaixo das de colegas brancos e asiáticos. O órgão disse que citou um inquérito ligado às práticas de diversidade em Yale.
O departamento também declarou que documentos internos mostram dirigentes de Yale selecionando intencionalmente candidatos com base em raça. Antes de uma ação judicial, o governo disse que quer um “acordo de resolução amigável” para a universidade operar “em conformidade com a lei”.
A Faculdade de Medicina se declarou confiante no “rigoroso processo de admissão” e disse que vai revisar a carta enviada pelo governo.
Possível acordo com Yale e novos alvos após janeiro de 2025
Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Donald Trump pressionou instituições de ensino superior a mudar a forma de atuação. O governo usou a retenção de fundos do governo federal para pressionar as metas.
Na semana passada, a Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, a UCLA, virou alvo do Departamento de Justiça. A nota da UCLA disse que as práticas eram “baseadas no mérito e fundamentadas após uma revisão rigorosa e abrangente de cada candidato”.
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