O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para flexibilizar as pesquisas sobre drogas psicodélicas no tratamento de pessoas com transtornos de saúde mental. A medida foi tomada neste sábado, 18, junto do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e do apresentador de podcast Joe Rogan.
Decreto acelera estudos, mas não muda de imediato regras de uso terapêutico
Trump assinou o decreto dizendo que ele eliminará obstáculos burocráticos desnecessários.
O texto foca na aceleração da pesquisa. Ele não exige que as autoridades policiais reclassifiquem as drogas, então o uso terapêutico não deve se ampliar de forma imediata.
LSD, psilocibina e restrições médicas: FDA pode reclassificar se houver benefícios
Hoje, várias substâncias psicodélicas, como o LSD e a psilocibina, conhecida como “cogumelos mágicos”, são tratadas como drogas com alto potencial de abuso e dependência. Por isso, elas estão proibidas para uso médico, e isso limita a pesquisa científica.
A FDA, agência que regula produtos farmacêuticos nos Estados Unidos, pode reclassificar algumas drogas se determinar oficialmente benefícios médicos. Esse processo permitiria um uso clínico mais amplo.
O decreto não garante que os benefícios e os efeitos colaterais já sejam conhecidos. O alcance total das vantagens e os riscos ainda não aparecem como totalmente definidos nas pesquisas.
Pedido de Trump inclui ibogaína e cita dados sobre suicídio de ex-combatentes
Nos últimos anos, o interesse em pesquisar efeitos dessas substâncias aumentou, inclusive para ansiedade e depressão, e para quem tem estresse pós-traumático, como veteranos de guerra.
Durante a cerimônia na Casa Branca, Trump citou a ibogaína e disse que quem tomou a substância “viram em um mês uma redução de entre 80 e 90% nos sintomas de depressão e ansiedade”. Ele completou com “Posso tomar um pouco, por favor?”. Em 2023, 6.398 ex-combatentes americanos cometeram suicídio, segundo dados oficiais.
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