O governo dos Estados Unidos classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e isso repercutiu no Brasil. A decisão colocou presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro em lados opostos e mudou o debate sobre segurança e cooperação internacional.
Classificação muda o tratamento do PCC e do Comando Vermelho pelos EUA, diz segurança
No programa Ponto de Vista, Laísa Dall’Agnol chamou o ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Luiz Sarrubbo e o colunista Robson Bonin para comentar a medida.
Sarrubbo disse que a classificação altera como os EUA tratam o tema. Ele afirmou que o combate às facções pode sair do foco policial e passar a ser ligado à defesa e à inteligência americana.
Marco Rubio anuncia a medida após visita de Flávio à Casa Branca
A notícia foi anunciada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, dois dias depois de Flávio pedir pessoalmente ao governo Trump a adoção da medida durante visita à Casa Branca.
Flávio comemorou a decisão publicamente e agradeceu ao presidente americano. Lula criticou a medida.
Bonin afirmou que a decisão fortalece o discurso do senador e dá um “movimento concreto” do governo dos Estados Unidos na pré-campanha.
Planalto analisa quem decidiu e especialistas citam impacto na cooperação
Sarrubbo disse que a classificação deixa o Brasil “vulnerável em tese” a ações mais agressivas dos EUA, mesmo considerando improvável uma incursão militar.
Bonin relatou que, nos bastidores, o governo Lula tenta entender se a decisão partiu diretamente de Trump ou se foi conduzida pela ala ideológica ligada a Rubio. Ele também disse que a diplomacia brasileira foi pega de surpresa pelo anúncio.
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