Donald Trump disse nesta terça-feira, 5, que os Estados Unidos vão suspender a operação militar que escolta navios no Estreito de Ormuz. A mudança vale por um curto período para checar se um acordo com o Irã avança.
Decisão dos EUA liga pausa no Estreito de Ormuz a avanços nas negociações com o Irã
Trump afirmou que a suspensão ocorre após pedido do Paquistão e de outros países. Ele também citou o que chamou de sucesso militar dos EUA na campanha contra o país do Irã.
O presidente disse que grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e final com representantes do Irã. Ele afirmou que o bloqueio segue em pleno vigor, mas o Projeto Liberdade fica pausado para verificar a conclusão do acordo.
Trump fala em “Projeto Liberdade” e cita números de escolta e tripulações presas
Trump declarou na rede Truth Social que o Projeto Liberdade será pausado por um curto período. Ele usou a frase “embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito” para explicar a condição da operação.
O Projeto Liberdade foi criado para escoltar cargueiros represados no Golfo Pérsico por restrição iraniana. A agência britânica de segurança marítima UKMTO apontou que mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados.
Segundo Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), a operação americana conta com 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas.
Retórica anterior e impacto na passagem estratégica monitorada pelo Irã
Na véspera, Trump disse na Fox News que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Ele também afirmou que representantes iranianos têm se mostrado “muito mais maleáveis” em conversas recentes.
O artigo relata que o conflito começou em 28 de fevereiro, com ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica. A região por onde circulava “um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito” segue sob controle iraniano.
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