Trump aceitou um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e fez promessas de negociação sobre o programa nuclear iraniano. A medida gerou críticas fortes até em jornais aliados e levou a disputas internas no governo.
Editoriais e racha no governo marcam o acordo ligado ao programa nuclear do Irã
O New York Post publicou um editorial com críticas ao acordo e a Donald Trump. O Wall Street Journal, que apoiou a campanha no Irã, também fez editorial duro, dizendo que o presidente estava recuando.
O site Axios descreveu como “os céticos” dentro do governo Trump. O secretário da Defesa Pete Hegseth, o secretário do Estado Marco Rubio e o diretor da CIA John Ratcliffe apareceram com restrições ao acordo.
Negociadores citados como favoráveis e preocupações com cumprimento pelo Irã
Ratcliffe mencionou “sérias dúvidas” das agências de inteligência sobre a disposição do Irã em cumprir as condições do acordo. Segundo a matéria, os três “manifestaram preocupação e levantaram questões”.
A favor do acordo ficaram os dois negociadores especiais Steve Witcoff e Jared Kushner. O vice-presidente JD Vance também apoiou a proposta e tem feito entrevistas para defendê-la.
No contexto do acordo, foi citado o valor de fundos de 300 bilhões de dólares, além de suspensão das sanções e fim do bloqueio americano, como vantagens listadas por Arieh Kovler na revista The Spectator.
Israel e Hezbollah entram no centro das tensões com possíveis mudanças no Líbano
O texto aponta uma situação em que os Estados Unidos defendem o Hezbollah no Líbano. Israel enfrenta o desafio de lidar com a “nova realidade” e retirar tropas que entraram no sul do Líbano para reprimir a organização armada xiita.
A matéria também diz que, nos últimos dias, Trump defendeu que a questão do Hezbollah fosse resolvida pelo atual regime da Síria e elogiou o presidente sírio Ahmed Al-Sharaa. O acordo já assinado prevê negociações nos próximos 60 dias, com a promessa de diluir estoques de urânio enriquecido, conforme as regras do acordo.
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