Trump mantém silêncio após vitória de Lula e derrota de Flávio Bolsonaro; Casa Branca evita reconhecer resultado

Depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo 25, chamou atenção o silêncio de Donald Trump. A postura também virou assunto por causa do jeito como a Casa Branca tratou o resultado.

Casa Branca evita reconhecer eleições e mantém tom de neutralidade

Antes da divulgação dos resultados, Trump disse só que “estamos observando” ao ser questionado se apoiava Lula ou o senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, ele também evitou endossar qualquer candidato e afirmou: “Estou acompanhando a corrida muito de perto”.

O texto destaca que essa postura contrasta com apoios que Trump deu a candidatos de direita e extrema direita em outros países da América Latina, como Colômbia, Argentina, Honduras, El Salvador e Equador.

Tarifas, reunião na Casa Branca e reação de democratas ao resultado

O governo americano impôs uma nova rodada de tarifas sobre mercadorias brasileiras, com taxas de até 25%, antes do início oficial da campanha. O texto diz que a gestão Lula foi citada como tendo negociações “infrutíferas”, porque o mandatário brasileiro seria “egoísta”.

Trump também recebeu Flávio na Casa Branca para uma reunião pedida pelo campo bolsonarista. Depois, ele classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.

Enquanto isso, políticos democratas reagiram cedo ao resultado no Brasil. O deputado Joaquín Castro parabenizou o povo brasileiro “por exercer o direito de participar da democracia”. O senador Bernie Sanders chamou a reeleição de “extraordinária”. O governador Gavin Newsom disse que ficou orgulhoso de “estar ao lado do Brasil e daqueles que defendem a democracia, a proteção ao meio ambiente”.

Casa Branca responde a cartas e advogado de Trump fala em não reconhecimento

Na semana passada, a Casa Branca recusou-se a se comprometer com o reconhecimento do resultado eleitoral brasileiro. Isso ocorreu em resposta a três cartas de congressistas democratas cobrando o Departamento de Estado e o chefe, Marco Rubio, a explicar suspeita de interferência americana no processo democrático brasileiro.

Na última quinta-feira, o Departamento de Estado afirmou que “Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo” e disse que vai continuar o diálogo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito. O texto também cita o advogado de Trump, Martin de Luca, que questionou se o domingo foi o dia em que “Lula se transformou em Nicolas Maduro”, alertou para suposto roubo e disse que “ninguém reconheceria” a eleição.

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