Donald Trump enfrenta pressão política e impacto direto na vida dos americanos por causa da guerra iniciada por ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. A escalada do conflito mexe com preços e vira tema para as eleições legislativas de meio de mandato em novembro.
Diretor da Agência Internacional de Energia cita crise que afeta petróleo, gás e fertilizantes
Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, disse que os ataques já geraram a pior crise energética enfrentada pelo mundo.
Ele ligou a crise do petróleo a uma crise do gás envolvendo a Rússia e citou efeitos em fertilizantes, produtos petroquímicos e enxofre, com falta desses itens e aumento de custos em países emergentes e em desenvolvimento.
Trump afirma que Washington não tem pressão, mas pesquisa Reuters/Ipsos aponta culpa pelos preços
Na quinta-feira, Trump disse que Washington não sente pressão para encerrar a guerra, com “todo o tempo do mundo”.
Segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana, 77% dos eleitores registrados atribuíram a Trump pelo menos parte da responsabilidade pelo aumento nos preços da gasolina. No levantamento, 58% dos eleitores disseram que seriam menos propensos a apoiar candidatos que defendam a abordagem de Trump no conflito com o Irã.
O preço médio da gasolina comum nos EUA ficou um pouco acima de US$ 2,75 por galão no início de 2026. Na semana passada, a média chegou a US$ 4,093 por galão, segundo a Associação Automobilística Americana.
Checagem do eleitor e gasolina mais cara entram no radar para o dia 3 de novembro
O impacto político aparece no recorte por partidos: 55% dos eleitores republicanos, 82% dos independentes e 95% dos democratas disseram que a culpa pelo aumento dos custos é do presidente.
Sarah Chamberlain, estrategista e presidente da Republican Main Street Partnership, disse à Reuters que as pessoas estão “chateadas” com a situação. As eleições de meio de mandato acontecem em 3 de novembro.
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