A Turquia proibiu a atracação de um cruzeiro voltado ao público LGBTQIA+ em Kuşadası e Istambul. A Atlantis Events alterou o itinerário poucos dias antes do embarque.
Veto muda escalas do Scarlet Lady no Mediterrâneo
O navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages, vai sair de Atenas, na Grécia, em 5 de julho, com um roteiro de dez dias pelo Mediterrâneo.
Com o veto, as paradas previstas na Turquia foram trocadas por escalas no Cairo, no Egito, e na ilha grega de Creta.
Entenda o que a Atlantis Events e o governo provincial dizem
A Atlantis Events informou que cerca de 1.900 passageiros devem participar da viagem, incluindo aproximadamente 1.100 americanos e turistas do Reino Unido, Canadá, Austrália e outros países.
Em comunicado aos clientes, a empresa disse que cancelou as paradas na Turquia por “circunstâncias fora de seu controle”, depois de uma decisão das autoridades locais.
O governo da província de Aydin, onde fica o porto de Kuşadası, afirmou que o fretamento foi feito por grupos “conhecidos por comportamentos incompatíveis com o tecido da nossa sociedade e os nossos valores morais”. O texto diz que “não há absolutamente nenhuma possibilidade de o grupo em questão visitar a nossa província para um evento desta natureza”.
Campbell diz que restrição foi por perfil LGBTQIA+
À CNN, Rich Campbell, presidente e CEO da Atlantis Events, afirmou que as autoridades deixaram claro que a restrição ocorreu porque os passageiros pertencem à comunidade LGBTQ+.
Ele também disse que a polícia turca fez uma operação em um bar de Istambul após a circulação de um panfleto anunciando uma festa ligada ao cruzeiro, e que a Atlantis Events não tinha relação com o evento divulgado.
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