Autoridades turcas anunciaram a detenção de 209 pessoas em Ancara por suspeita de vínculos com grupos de extrema esquerda e com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), duas semanas antes da cúpula da Otan. O governo também proibiu todas as manifestações até o fim do evento.
Prisões em Ancara e proibição de manifestações antes da cúpula da Otan
As autoridades de Ancara comunicaram que todas as manifestações ficam proibidas de 28 de junho até o final da cúpula da Aliança Atlântica.
O encontro está previsto para os dias 7 e 8 de julho na capital turca, com dirigentes dos 32 países-membros, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Quem foi detido e quais grupos aparecem nas acusações
De acordo com a Procuradoria da capital turca, 209 pessoas foram detidas e 32 estão sendo procuradas.
A maioria dos detidos (185) é acusada de pertencer a diversos grupos de extrema esquerda considerados terroristas pela Turquia, entre eles o Partido-Frente Revolucionário de Libertação do Povo (DHKP-C, de orientação marxista-leninista), que reivindicou vários atentados no passado.
Entre os detidos estavam o jornalista e ativista dos direitos LGBTQIA+ Yildiz Tar, políticos de esquerda e vários advogados, segundo declarações de grupos jurídicos e humanitários. A Associação de Advogados Progressistas informou que três de seus membros foram presos.
Oposição critica operação e Yildiz Tar tem audiência marcada para 24
Grupos de oposição disseram que as ações policiais fazem parte de uma repressão mais ampla à democracia e às liberdades civis no país.
O grupo Kaos GL associou as detenções às restrições antes da cúpula. Yildiz Tar, editor-chefe do grupo, deveria comparecer a uma audiência na quarta-feira, 24, referente a outro processo.
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