Ucrânia usa drones para abalar a ofensiva russa e mira negociações de paz

A Ucrânia intensificou a “guerra dos drones” e hoje diz que 80% das baixas russas vêm de aparelhos não tripulados. A mudança mexe com a forma de lutar e pode influenciar o cenário de negociações de paz.

Drones viram o centro do conflito após avanços ucranianos

Com menos tropas e sem poder expulsar os russos, o país buscou soluções para aumentar o impacto no campo de batalha. A guerra atual deixou de depender tanto da troca de fogo tradicional.

Segundo o texto, os drones causaram uma mudança grande no padrão do conflito. O Instituto para o Estudo da Guerra cita uma perda de 35 mil homens por mês da Rússia, entre mortos e feridos que não voltam para a frente.

Corte no Starlink e “lista branca” reduzem o controle russo

Em fevereiro passado, Elon Musk cortou o acesso dos russos à rede Starlink. Com isso, os russos perderam a capacidade de controlar o campo de batalha, segundo um operador de drones ucraniano entrevistado pela BBC, que estimou queda de 50% da capacidade ofensiva.

O corte atendeu a um pedido do ministro da Defesa da Ucrânia, Mikhailo Fedorov, com base em evidências de que o Starlink ajudava os ataques com mais precisão, usando links de video em tempo real. Depois disso, o ministério fez uma “lista branca” para usuários militares ucranianos e os civis precisaram se registrar de novo.

Produção de drones, recrutas e pontos para recompensas fortalecem a estratégia

O texto diz que este ano o país deve produzir sete milhões de drones. Também relata a contratação de jovens em idade universitária para operar os aparelhos.

A matéria ainda menciona um sistema de pontos, trocados por recompensas, como explodir um tanque inimigo por 40 pontos, capturar um soldado russo vivo por 60 e evacuar um camarada ferido pelo dobro. O objetivo, de acordo com o texto, é chegar a negociações de paz numa posição mais forte.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.