USTR diz que tarifaço de Trump contra exportações do Brasil tem 25% e liga decisão a “falhas” brasileiras

Jamieson Greer, da USTR, levou ao Senado americano a justificativa para um novo tarifaço de 25% sobre exportações brasileiras. Ele disse que o Brasil não aceitou mudar políticas e práticas que, segundo a agência, prejudicam trabalhadores, agricultores e empresas dos EUA.

USTR defende tarifaço de 25% após negociação de mais de um ano não avançar

Greer apresentou a Comissão de Finanças do Senado americano a versão da agência para o novo tarifaço.

Ele afirmou que houve esforços por mais de um ano para resolver problemas por meio de negociação, mas que o Brasil se recusou a mudar políticas e práticas, de acordo com a USTR.

Tarifas passam a valer em 22/7 e Greer cita barreiras, desmatamento e regras anticorrupção

Greer disse que as tarifas entram em vigor a partir desta quarta-feira (22/7) e que a medida responde a atos comerciais que ele relacionou aos interesses dos Estados Unidos.

Ele citou imposição de barreiras tarifárias injustas às exportações americanas, caso do etanol, prejuízos a objetivos de empresas tecnológicas americanas, desmatamento ilegal na Amazônia e leniência na aplicação de leis anticorrupção.

O texto também menciona a reconstrução do “muro de tarifas” usado por produtos de mais de 60 países, e cita que a Suprema Corte derrubou a base jurídica usada pela Casa Branca no ano passado.

Nova “resposta final” deve sair e alta de aprovação de Lula é atribuída a ofensiva comercial

Greer disse no Senado que a “resposta final” da agência ao que chamou de “fracasso dos nossos 60 principais sócios comerciais” deve ser divulgada logo, e que o Brasil segue no alvo.

O artigo afirma que a ofensiva de Trump contra o Brasil ajudou a aumentar a aprovação de Lula, segundo pesquisa do PoderData, do portal Poder 360, e aponta a previsão de mais um tarifaço de até 12,5%.

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