A Crown Estate, ligada à família real britânica, virou alvo de críticas após uma venda de terreno em 2018 que pode ter reduzido a arrecadação do Reino Unido em até £140 milhões, cerca de R$ 1 bilhão. O caso envolve a propriedade Orchard Portman, no condado de Somerset, e a falta de uma cláusula para dividir a valorização dos imóveis.
Crown Estate administra propriedades da Coroa e financia despesas da monarquia de forma indireta
As críticas miram a Crown Estate, que administra propriedades em nome da Coroa Britânica.
Segundo a matéria, a empresa banca de forma indireta despesas da monarquia, e isso tornou o contrato de 2018 um ponto sensível.
Contrato de £12,5 milhões sem upclift clause em Orchard Portman
Em 2018, a incorporadora Taylor Wimpey comprou o terreno de Orchard Portman por £12,5 milhões.
O contrato não incluía uma upclift clause, uma cláusula que permitiria à empresa receber parte dos valores da valorização caso fossem construídos imóveis.
Quando a Taylor Wimpey anunciou planos para transformar a área em residencial, com potencial para até 7 mil imóveis, o valor do terreno poderia chegar a 560 milhões de libras. A matéria diz que esse aumento poderia ter gerado mais arrecadação para os cofres britânicos se a upclift clause tivesse sido assinada.
Negociação de 2018 segue como alvo de questionamentos na Inglaterra
O caso de Orchard Portman segue gerando críticas à Crown Estate depois do anúncio dos planos de desenvolvimento da área.
A matéria aponta que a ausência da upclift clause foi a falha citada nas cobranças feitas ao modelo de negociação do negócio.
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