O número oficial de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira 24 chegou a 1.943, mas especialistas dizem que esse total ainda pode não mostrar a dimensão da tragédia. As buscas seguem e milhares de pessoas continuam desaparecidas.
Por que o total de mortos pode não refletir a tragédia
Especialistas apontam o elevado número de desaparecidos como um dos fatores. Eles também citam o colapso de edifícios inteiros e as dificuldades para acessar as áreas mais devastadas.
Esses problemas atrasam tanto o salvamento de sobreviventes quanto a retirada de corpos sob os escombros. A recuperação depende de remoção minuciosa do que ficou destruído.
Balanço das autoridades e projeção com possibilidade de 100 mil vítimas
No balanço mais recente divulgado pelas autoridades, 1.943 pessoas morreram. A contagem tende a aumentar nas próximas semanas.
Uma projeção preliminar do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o total de mortos deve superar 10 mil pessoas. O modelo também indica a possibilidade de chegar, inclusive, a 100 mil.
O quadro pode piorar porque feridos em estado grave podem morrer nos próximos dias. O sistema de saúde venezuelano, já pressionado antes dos terremotos, enfrenta dificuldades para atender ao volume de pacientes.
Condições de resgate pioram logística e ritmo das buscas
As operações de resgate enfrentam congestionamentos na principal rodovia de acesso ao estado de La Guaira, um dos mais atingidos pelos terremotos. Equipes também relatam falta de guindastes, máquinas pesadas para remover concreto e equipamentos médicos.
Nesse cenário, o professor Ilan Kelman, da University College London, disse ao The New York Times que o número de mortos deve continuar aumentando.
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