Mesquita vai reduzir gradualmente o número de pacientes atendidos em postos de saúde, ambulatórios e clínicas. A prefeitura diz que a medida ocorre por falta de repasses do governo do estado para a Saúde.
Redução atinge postos, ambulatórios e clínicas para evitar colapso na rede
O prefeito de Mesquita, Marotto Miranda (PL), anunciou a redução gradual do atendimento na cidade da Baixada Fluminense.
Segundo Marotto, alguns serviços chegaram a ser paralisados para evitar o colapso da rede municipal.
Prefeitura fala em dívida de R$ 176 milhões e usa remanejamento há 23 meses
Marotto afirma que o governo do estado não transfere os recursos prometidos há quase 24 meses para ajudar a custear o atendimento à população.
O prefeito estima que a dívida já chega a cerca de R$ 176 milhões.
Para manter os serviços, a prefeitura faz remanejamento de recursos. Marotto diz que, há 23 meses, dinheiro de outras áreas da administração municipal vem sendo deslocado para a Saúde.
Nilópolis já fechou CTI e Justiça mandou retomar repasses a Mesquita
Há seis dias, o prefeito de Nilópolis, Abraão David Neto, o Abraãozinho (PL), anunciou o fechamento do CTI e da emergência do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, também por falta de repasses do governo estadual.
Em Mesquita, a prefeitura levou a disputa à Justiça. Em abril, a Procuradoria Municipal recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio e obteve decisão da 10ª Câmara de Direito Público para o estado tomar providências administrativas e orçamentárias para viabilizar os repasses à Saúde do município.
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