O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira, 6, a destituição do presidente Santiago Peña. A decisão encerra cedo o mandato de um ex-ministro da Fazenda que assumiu o poder em 2023.
Impeachment foi usado para responder à crise do Ueno Bank no Paraguai
O processo de impeachment foi instaurado na véspera. A medida entrou em conexão com a crise bancária que congelou depósitos de quase metade da população do país.
O caso ganhou força com a falência do Ueno Bank. Peña tentou renunciar ao cargo no meio da crise.
Foram 44 votos a favor e uma ausência; Peña perde foro privilegiado
No julgamento político, o Senado aprovou a destituição por 44 votos a favor e uma ausência. Com isso, Peña perdeu a chefia do Poder Executivo.
Peña também perdeu o direito à senadoria vitalícia prevista no Artigo 189 da Constituição paraguaia. Agora, ele passa a responder diretamente perante a Justiça ordinária.
Sem imunidade do foro privilegiado, o agora ex-mandatário enfrenta representações criminais por enriquecimento ilícito, tráfico de influência e gestão em benefício próprio. O texto cita ainda uma nova investigação penal aberta pela Procuradoria-Geral do Estado.
Liquidação do Ueno Bank atingiu quase 3 milhões de clientes e alimentou as acusações
A derrocada do governo começou com o processo de liquidação do Ueno Bank, decretado pelo Banco Central do Paraguai (BCP). O índice de solvência da instituição caiu para 5,56%, abaixo do exigido por lei.
O banco digital administrava cerca de US$ 850 milhões (R$ 4,5 bilhões) em recursos públicos. O congelamento das contas atingiu quase 3 milhões de clientes, cerca de metade da população de 6,4 milhões de habitantes do país.
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