Quem está com dívida em atraso pode pedir ao banco três documentos para comparar o que foi contratado com o que está sendo cobrado. Essa checagem pode ajudar a identificar abusos e irregularidades nas cobranças.
Comparar contrato e cobrança pode mostrar diferenças nas parcelas e juros
Advogados têm indicado o extrato analítico completo do contrato, o Descritivo de Evolução da Dívida (DED) e o Relatório de Informações Bancárias como documentos úteis para revisar dívidas. Eles reúnem dados do contrato e do histórico do relacionamento do cliente com a instituição.
O levantamento das reclamações também aparece em conteúdos sobre ações consumeristas, com relatos de práticas apontadas como abusivas por instituições financeiras.
Documentos e dados que o consumidor encontra: DED e relatório no Registrato
O extrato analítico completo do contrato e o Descritivo de Evolução da Dívida (DED) ficam disponíveis para qualquer consumidor. Os dois documentos podem ser solicitados via aplicativo, agência, Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) ou ouvidoria do banco.
Esses documentos trazem informações do contrato, como taxas de juros, prazos e encargos, abatimentos e saldo devedor ao longo do tempo. Já o Relatório de Informações Bancárias deve ser pedido no site do Banco Central pelo sistema do Registrato e mostra informações consolidadas do relacionamento do cliente com a instituição.
O Idec destaca que o conjunto da documentação pode ajudar a buscar revisão de cláusulas abusivas, questionar valores já pagos e não baixados no sistema. Entre as alternativas citadas está a portabilidade de crédito para outra instituição.
Prazo de entrega e o que analisar antes de reclamar
O relatório pedido ao Banco Central pelo Registrato é concedido imediatamente. Os outros dois documentos podem ser entregues em até sete dias pelas instituições financeiras.
Entre os pontos de atenção, o texto cita divergência entre o que foi contratado e o que é cobrado, dificuldade de entender a evolução do saldo devedor, cobrança de encargos sem explicação clara e ausência de transparência nos cálculos. Se não houver solução nos canais do banco, o caminho indicado é registrar reclamação no Consumidor.gov.br e fazer reclamação ao Banco Central.
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