Colômbia vai eutanasiar cerca de 80 hipopótamos ligados ao zoológico de Pablo Escobar

A Colômbia vai lançar no segundo semestre um plano para controlar a população de hipopótamos que descende do zoológico do traficante Pablo Escobar. A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou que a primeira etapa inclui a eutanásia de cerca de 80 animais.

Plano para conter hipopótamos no centro do país mira efeitos no ambiente e em outras espécies

O governo quer reduzir a população de hipopótamos na região central, perto do Rio Magdalena. Irene Vélez disse que o aumento ameaça espécies como tartarugas de rio e peixes-boi e também pode contaminar a água.

Segundo a ministra, as ações são essenciais para proteger os ecossistemas e as espécies nativas.

Orçamento de 7,2 bilhões de pesos e duas frentes: transferência e eutanásia

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, em 2022 havia pelo menos 169 hipopótamos na região central. Sem medidas, a previsão é que a população chegue a até 1.000 animais até 2035.

O plano terá orçamento de 7,2 bilhões de pesos colombianos, cerca de R$ 10 milhões. A estratégia prevê duas ações principais: transferir animais para zoológicos e santuários no exterior e fazer eutanásia controlada, com meta de reduzir pelo menos 33 indivíduos por ano.

Vélez afirmou que cada operação de eutanásia deve custar cerca de 50 milhões de pesos colombianos, aproximadamente R$ 70 mil. Ela também disse que os animais serão sacrificados por meio de injeção ou com uso de um dardo disparado por rifle.

Autorizações para transferir animais não saíram e medida gera críticas

Segundo as autoridades, mesmo com negociações com Índia, México, Filipinas, Equador, Peru e África do Sul, não houve autorizações para transferir alguns animais. Os motivos citados incluem custos altos de transporte e baixa diversidade genética por reprodução entre parentes.

A senadora Andrea Padilla, defensora dos direitos dos animais, criticou a decisão e classificou a medida como “simplista e cruel”. Ela disse no X (antigo Twitter) que “Nunca apoiarei a matança de criaturas saudáveis; ainda mais quando, como neste caso, são vítimas da irresponsabilidade, negligência, indiferença e corrupção do Estado”.

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