A aprovação de Lula entre mulheres caiu entre janeiro e abril, segundo pesquisas citadas na reportagem. O presidente tenta recuperar apoio com ações voltadas ao combate à violência contra a mulher.
Voto feminino cobra ações do dia a dia, dizem pesquisas
Em 2022, o eleitorado feminino ajudou a eleger Lula na eleição presidencial. Quatro anos depois, esse apoio segue sendo uma base importante, mas se afasta dele aos poucos.
A reportagem aponta que a ligação do voto feminino com a vida prática das pessoas cresce. A violência contra mulheres e filhos aparece como um dos pontos centrais para esse segmento, segundo a fala de Flávia Biroli.
Queda de 48% para 45% e mudança na vantagem em simulação de segundo turno
Uma pesquisa Genial/Quaest mostrou que a aprovação das mulheres ao governo caiu de 48% em janeiro para 45% em abril. O índice ainda fica acima da média nacional, de 43%, puxada para baixo pelos homens.
Outro levantamento, do Datafolha, mostrou que a vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro na população feminina caiu de treze pontos em março para quatro pontos em abril, na simulação de segundo turno.
Para reagir, Lula anunciou em fevereiro um pacto nacional contra o feminicídio. Em abril, ele sancionou leis voltadas à proteção das mulheres, com previsão de tornozeleira eletrônica imediata para agressores e com a tipificação do crime de vicaricídio.
Ministério das Mulheres e foco em segurança, saúde e educação
No início do terceiro mandato, Lula recriou o Ministério das Mulheres, comandado por Márcia Lopes. A reportagem diz que há uma falha de foco envolvendo a pasta, o conjunto da Esplanada e a Presidência.
Até o início de abril, o TSE registrava 156,2 milhões de cidadãos habilitados a votar, sendo 82,6 milhões de eleitoras e 73,6 milhões de eleitores. A diferença chega a nove milhões de votos e é destacada como um ponto que pode influenciar a reconquista do eleitorado feminino.
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