New York Times aponta objetos de locais sagrados islâmicos na “mesquita” de Jeffrey Epstein

Uma reportagem do New York Times trouxe mais uma pergunta sobre Jeffrey Epstein: um anexo em sua ilha caribenha, em Little Saint James, usou objetos ligados a templos islâmicos. A história envolve a construção feita para o complexo no local, que já foi citada em investigações sobre abusos.

Peças ligadas a Meca entraram na construção em Little Saint James

O anexo na ilha, usado por Epstein, tinha objetos preciosos vindos de lugares santos da religião muçulmana. A reportagem coloca no centro do debate o tipo de material reunido na obra.

Entre os itens citados estão azulejos do Azerbaijão, tapetes raros e uma peça feita com seda bordada com fios de outro e de prata. O texto menciona que esse pedaço recobre a Kaaba, descrita como a pedra negra no centro do local mais venerado do Islã.

Pedra, peregrinação e o papel do governo saudita na manta negra

O artigo lembra que a Kaaba fica em Meca e que, todos os anos, cerca de dois milhões de muçulmanos fazem a peregrinação até o local. Eles dão voltas em torno da Kaaba para tentar tocar a cobertura da pedra.

Segundo o texto, o governo saudita troca anualmente a grande manta negra e vende pedaços da cobertura usada para obras de caridade. A matéria também cita acesso a esses itens por contatos no mundo árabe, incluindo Aziza Al Ahmadi, assessora de um figurão saudita.

Complexo teve contornos islâmicos, modelo em banho turco e cúpula dourada

A construção com contornos islâmicos, em listas brancas e azuis, gerou dúvidas sobre sua finalidade. O texto diz que Epstein apresentou a obra como um pavilhão de música quando o escândalo veio à tona.

O artigo afirma que Epstein usou como modelo um antigo banho turco da Síria, um edifício histórico octogonal do século XV. Ele contratou o artista romeno Ion Nicola para coordenar o projeto, que teria uma cúpula dourada perdida num furacão.

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