Altos índices de rejeição de Lula e do senador Flávio Bolsonaro estão empurrando a disputa para um cenário de “voto de veto”, na visão de analistas. A escolha passa a ser menos por preferência e mais por rejeitar o candidato mais criticado.
‘Voto de veto’ explica por que eleitor escolhe o menos rejeitado
O debate no programa Ponto de Vista, com apresentação de Marcela Rahal, foi feito pelo colunista Robson Bonin e pelo diretor do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles.
Segundo a avaliação citada no programa, o eleitor pode votar não no candidato que gosta, mas em quem considera menos rejeitável. Bonin resumiu a lógica como “o segundo turno é uma escolha de veto”.
Pesquisas apontam rejeição de 51% para Lula e 49,8% para Flávio Bolsonaro
Dados de pesquisa citados no programa colocam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 51% de rejeição. O senador Flávio Bolsonaro aparece com 49,8% de rejeição.
Marcela destacou que a rejeição tende a ser mais difícil de virar aprovação no meio da campanha. Bonin também afirmou que eleitores que não se identificam com o lulismo nem com o bolsonarismo acabam “reféns” da polarização.
Bonin apontou que torcidas organizadas dos dois lados sustentam as bases eleitorais, mantendo competitividade mesmo com rejeição alta. Ele citou ainda uma contradição no eleitorado mineiro: muita gente diz preferir um candidato independente, mas lideranças ligadas à polarização seguem na frente.
Por que a rejeição não cai e como isso mexe no eleitor durante a disputa
Renato Meirelles disse que diminuir rejeição é mais difícil do que aumentar aprovação. Ele também afirmou que o eleitor, muitas vezes, não encontra alternativas viáveis entre as opções conhecidas.
O diretor do Locomotiva comparou o comportamento do eleitor a uma “corrente marítima”, com mudanças internas que podem não aparecer de imediato nos números principais.
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