Jair Bolsonaro saiu do Papudinha e passou a cumprir pena em prisão domiciliar em Brasília, mas a mudança na rotina do entorno e as divergências do grupo da direita ganharam força. O cenário envolve decisão do STF e atritos entre nomes ligados à oposição.
Decisão do STF muda rotina no condomínio de Brasília e aumenta o cerco
Em fins de março, Jair Bolsonaro chegou à residência em Brasília, após autorização para mudar para o regime de prisão domiciliar por questões de saúde. O ex-presidente foi transportado pela polícia e usou colete à prova de balas durante o trajeto.
Depois que imagens da chegada foram divulgadas, Alexandre de Moraes proibiu sobrevoo de drones num raio de 1 quilômetro da casa e determinou a prisão dos operadores que descumprirem a ordem. O ministro também proibiu a visita de políticos e manteve regras de visita que valem desde o período em que ele estava encarcerado.
Segurança 24 horas, regras para moradores e tratamento indicado por médico
O condomínio onde Bolsonaro mora fica a 11 quilômetros do Palácio do Planalto e tem 1 234 casas e 3 800 moradores. Patrulhas da PM do Distrito Federal fazem vigilância 24 horas por dia em frente às duas portarias.
Dentro do local, policiais obrigam moradores e curiosos a apagar fotos e vídeos da casa. Um grupo de seis policiais trabalha na garagem e inspeciona o porta-malas dos automóveis para impedir tentativa de fuga.
Como reforço, o condomínio aumentou de 180 para 300 o número de câmeras de reconhecimento facial. Na casa alugada, foram instaladas barras de apoio no banheiro e Bolsonaro ganhou cama reclinável, com cabeceira móvel, além de tratamento com fisioterapia respiratória, motora e reabilitação cardiopulmonar, com previsão de novo controle via tomografia em quatro semanas, segundo o médico Brasil Caiado.
Visitas seguem regras e Flávio entra no rol de advogados enquanto disputas continuam
Na prisão domiciliar, Bolsonaro não pode usar celular, postar mensagens em redes sociais nem gravar vídeos para terceiros. Ele recebe visitas conforme regras que valiam na Papudinha, com encontros com familiares às quartas-feiras e aos sábados, entre 8 horas e 16 horas.
O senador Flávio Bolsonaro foi incluído no rol de advogados e pode falar com o capitão todos os dias. No campo interno, Rogério Marinho (PL-RN) diz que a falta de contato do presidente com o partido dificulta a mediação de conflitos, enquanto Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, trocou mensagens com Nikolas Ferreira nas redes sociais.
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