O conflito no Oriente Médio já afeta a economia brasileira e pode influenciar o cenário eleitoral de 2026, segundo o cientista político Rafael Cortez. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, ele relacionou a guerra, o “fator Trump” e impactos na inflação e no debate político.
Risco para a inflação e disputa política se ligam à duração do conflito
Cortez disse que a duração e a intensidade da guerra vão definir o tamanho dos efeitos no Brasil. Ele afirmou que a combinação de pressão inflacionária e impactos políticos atinge governo e oposição.
Ele também apontou um desalinhamento entre as partes, com Irã e EUA usando estratégias diferentes e trabalhando com horizontes distintos. Para Cortez, isso deixa a negociação mais complexa.
Alta do petróleo no custo de vida e impacto na política monetária
O cientista político citou o aumento do preço do petróleo como um fator que mexe no custo de vida, com efeito direto em combustíveis e inflação. Ele relacionou esse tipo de choque externo ao eleitor.
Cortez explicou que um conflito prolongado pressiona a inflação e dificulta decisões econômicas internas. Ele mencionou a alta nas projeções inflacionárias e afirmou que isso reduz o espaço para queda da taxa de juros.
Ele ligou a elevação dos preços internacionais à instabilidade no Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte de petróleo. Para Cortez, o resultado chega rápido ao Brasil e pesa no bolso do consumidor.
Trump em evidência pode mudar o jogo político para Lula
Mesmo com efeitos econômicos negativos, Cortez apontou um possível efeito político favorável ao governo. Ele disse que, quanto mais Trump fizer “barulho”, maior seria a força política do presidente Lula.
O cientista político também afirmou que, com aumento de rejeição a Trump, candidatos ou grupos ligados a ele podem sofrer desgaste e enfrentar mais força dos adversários no Brasil. Para ele, a duração do conflito será o ponto decisivo.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.