Relatório da Anistia aponta recorde de execuções em 2025, puxado pelo Irã

O relatório anual da Anistia Internacional apontou que o número global de execuções em 2025 chegou ao maior nível em mais de duas décadas. Foram 2.707 pessoas executadas, e o Irã respondeu por 2.159, quase 80% dos casos.

Irã puxou recorde de execuções e Anistia liga pena a repressão no país

A Anistia Internacional diz que o aumento nas execuções no Irã, ao longo de 2025, elevou o total mundial de mortos por pena capital ao maior patamar desde 1981.

A organização de direitos humanos afirma que as autoridades iranianas usam a pena de morte como “instrumento de repressão e controle político”, especialmente depois da breve guerra de junho do ano passado contra Israel.

2.707 execuções em 2025: Teerã concentra quase 80% e outros países também aplicam pena

Segundo o levantamento, 2.707 pessoas foram executadas no ano passado. Teerã executou 2.159 pessoas.

A Anistia Internacional registra que somente 17 países aplicaram a pena de morte em 2025. Entre eles estão Arábia Saudita (356 mortos), Iêmen (51 mortos), Estados Unidos (47 mortos), Egito (23 mortos) e Somália, Singapura e Kuwait (com 17 mortos cada).

O total mundial não inclui as execuções feitas na China, que a organização chama de “o principal carrasco do mundo”. A Anistia diz que Pequim realiza milhares de execuções, mas o número total segue sem divulgação.

Anistia cita protestos em janeiro e alerta sobre manutenção do cenário em 2026

A Anistia afirma que, mesmo com dados de 2025, o cenário para 2026 segue “um caminho semelhante”. A organização cita protestos populares em janeiro e os ataques dos Estados Unidos e Israel que abriram uma guerra ao Irã.

A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, disse que o aumento “se deve a um pequeno grupo isolado de Estados” e que a pena de morte é usada para “incutir medo” e “esmagar a dissidência”.

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