Quase 50 países e a União Europeia denunciaram na ONU “ameaças” da Rússia contra diplomatas estrangeiros em Kiev, na Ucrânia. A resposta veio depois que o governo russo recomendou que representantes deixassem a capital diante de novos bombardeios.
Denúncia na ONU acontece após recomendação russa de saída de Kiev
Na terça-feira, 26, o grupo levou o tema ao Conselho da ONU em meio a uma crise diplomática.
O Ministério das Relações Exteriores russo orientou missões diplomáticas e estrangeiros a deixarem Kiev “o mais rápido possível”.
Ucrânia levou o caso a Andriy Melnyk e grupo de países não inclui os Estados Unidos
Em documento apresentado pelo representante da Ucrânia na ONU, Andriy Melnyk, o grupo condenou “as recentes ameaças feitas pela Rússia contra instituições diplomáticas e embaixadas em Kiev”.
O comunicado recebeu apoio de países da Europa, além de Japão e Coreia do Sul. Os Estados Unidos não aparecem entre os signatários.
A crise ganhou força após a Rússia anunciar na segunda-feira 25 que planeja ataques contra Kiev e orientar estrangeiros, funcionários de organismos internacionais e integrantes de missões diplomáticas a deixarem a capital “o mais rápido possível”.
Lavrov orienta evacuação e UE diz que mantém missão em Kiev
O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, orientou diretamente os Estados Unidos a “garantir a evacuação do pessoal diplomático e demais cidadãos” de Kiev.
Segundo o governo russo, Lavrov conversou sobre o assunto em telefonema com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Apesar da pressão, as embaixadas indicaram que não pretendem abandonar Kiev, e a União Europeia afirmou que manterá sua missão diplomática em funcionamento.
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