Inquérito aponta desvio de dinheiro de idosa em briga familiar na disputa ao governo do RS

Uma candidata do PT pode ser afetada por um inquérito ligado a uma denúncia feita por um tio contra a sobrinha no Rio Grande do Sul. A apuração corre na Polícia Civil e entrou no radar do processo eleitoral no estado.

Conflito na família de Juliana Brizola surge após acordo político no RS

Em novembro do ano passado, o PT do Rio Grande do Sul lançou o ex-deputado Edegar Pretto como candidato ao Palácio Piratini.

Depois de pressão do diretório nacional, os petistas desistiram da disputa para formar uma chapa com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) como aspirante ao governo gaúcho.

Denúncia envolve conta bancária de Dóris Daudt e indiciamento de Juliana

Em março do ano passado, Alfredo Daudt Junior, tio de Juliana, procurou a Divisão de Proteção ao Idoso da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e registrou uma notícia-crime contra a sobrinha.

Ele acusou Juliana de usar o dinheiro da mãe dele, Dóris Daudt, de 98 anos, que teria demência por corpos de Lewy, e de desviar mais de 1 milhão de reais da conta bancária da idosa.

A polícia indiciou Juliana por “apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão ou rendimento da pessoa idosa, dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade”. A pena, em caso de condenação, pode chegar a quatro anos de prisão.

Ministério Público vai decidir sobre o caso após depoimentos e morte da idosa

Dóris morreu em novembro do ano passado, pouco antes do encerramento da investigação, e não foi ouvida.

Em depoimento, Juliana disse que a denúncia do tio era falsa e citou que seus gastos “se misturaram” aos da avó. O Ministério Público vai analisar se arquiva ou dá prosseguimento ao caso.

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