União Europeia rebate tarifas extras de Trump e cita leis contra trabalho forçado

A União Europeia reagiu à proposta dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias. Bruxelas disse que as acusações de Washington são “injustificadas”.

Comissão Europeia diz que analisará investigação dos EUA e mantém diálogo

O porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Olof Gill, afirmou que a Comissão vai “analisar cuidadosamente as conclusões preliminares” da investigação feita pelos EUA. Ele disse que o bloco vai continuar dialogando com a administração americana.

Gill afirmou que a União Europeia considera “injustificada” a imposição das tarifas com esses motivos. Ele disse que a legislação europeia está entre as mais rigorosas do mundo.

Relatório dos EUA fala em combate ao trabalho forçado, mas Europa contesta

Os comentários de Gill citaram o relatório publicado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA na última terça-feira, 2. O documento coloca as tarifas como “uma medida necessária” para combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, disse que a falha de parceiros comerciais em lidar com essa importação é “inaceitável”. Ele também falou em “campo de jogo desigual”.

O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, questionou a afirmação. Ele disse que as tarifas já eram esperadas e que Washington usou as acusações “completamente absurdas” como pretexto.

Reino Unido, Índia, Taiwan e China também comentam a proposta

O Reino Unido afirmou que mantém conversas regulares com Washington. O país disse que quer adotar medidas para garantir que empresas britânicas “não sejam cúmplices de trabalho forçado e violações de direitos humanos”.

A Índia disse estar em negociações sobre a alíquota de 12,5% e que a proposta do Escritório do Representante de Comércio ainda não é definitiva. Taiwan se declarou “esperançosa e confiante” com uma alteração de cenário, e a China se opôs “de forma veemente”.

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