A Instituição Fiscal Independente (IFI) avaliou que a economia do país vive um “equilíbrio precário”, com fragilidade nas contas e crescimento da dívida pública. O diagnóstico está no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado na última quinta-feira (21).
IFI aponta metas cumpridas com regras fiscais, mas alerta para déficit e dívida em alta
A IFI diz que o arcabouço fiscal segue sustentando as metas porque o governo consegue cumprir os objetivos com uso de descontos legais previstos na legislação.
A entidade afirma que os déficits primários efetivos seguem recorrentes e que a dívida pública mantém trajetória de crescimento.
Relatório cita banda de tolerância, guerra no Oriente Médio e próximos passos no Congresso
A IFI também menciona a banda de tolerância em torno do centro da meta fiscal, que permite ficar dentro da meta mesmo sem atingir exatamente o déficit zero.
O RAF destaca que os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre preços do petróleo e derivados abriram espaço para medidas mitigadoras, renúncias fiscais e concessão de subvenções.
Para a IFI, a proximidade do período eleitoral reduz a possibilidade de medidas mais profundas de ajuste fiscal. A entidade lembra que o PLDO 2027 e a LOA 2027 entram em votação, além da regulamentação do Imposto Seletivo (IS), que substituirá, no próximo ano, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme previsto na Reforma Tributária.
Previdência pressiona contas e LDO 2027 precisa ser votada até 17 de julho de 2026
O relatório mostra que as despesas do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) voltaram a crescer em termos reais depois de 2021. Em 2025, os gastos previdenciários chegam a 8,1% do PIB e a 42,9% das despesas primárias totais da União.
A IFI avalia o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, que deve ser votado pelo Congresso até 17 de julho de 2026. A entidade também aponta metas de resultado primário de 0,5% do PIB em 2027, 1,0% em 2028, 1,25% em 2029 e 1,5% em 2030.
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