Anistia acusa governo de Israel de ‘limpeza étnica’ na Cisjordânia

A Anistia Internacional acusou o governo de Israel de cometer “limpeza étnica” na Cisjordânia. A ONG citou um relatório de 149 páginas e disse que houve deslocamento forçado em massa de palestinos no território ocupado.

Relatório da Anistia liga políticas israelenses a deslocamentos forçados na Cisjordânia

Segundo a Anistia, o quadro não depende só de ataques de colonos judeus.

A ONG afirma que uma política estatal levou ao deslocamento forçado em massa e que a guerra em Gaza agravou o panorama.

Likud de Benjamin Netanyahu, Área C e cenário de 2022 a 2025 no texto

No sumário executivo, a Anistia relata que, no final de dezembro de 2022, o partido Likud de Benjamin Netanyahu formou o 37º governo de Israel em coalizão com dois partidos ultranacionalistas e religiosos.

A organização diz que houve aumento sem precedentes na escala e na intensidade dos ataques após esse período.

O relatório aponta a Área C, que abrange cerca de 61% da Cisjordânia, como território ocupado por Israel, onde ficam a maioria dos mais de 200 assentamentos ilegais, com mais de 400 mil colonos.

Números citados pela ONU e impacto do deslocamento na vida de moradores

A Anistia cita dados da ONU com mais de 100 aldeias da Cisjordânia total ou parcialmente esvaziadas de janeiro de 2023 e abril de 2026.

O texto também menciona mais de 7.280 casos de deslocamento individual de palestinos por demolição de casas e estruturas pelas forças israelenses.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.