A Secretaria estadual de Fazenda do Rio e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) iniciaram nesta sexta-feira, 26, a primeira fase da Operação Maçarico contra empresas suspeitas de fraude fiscal. A ação mira CNPJs que emitiriam notas fiscais frias sem prestação real de serviço.
Operação Maçarico apura CNPJs que existiriam só no papel
Mais de 70 estabelecimentos entram na mira da investigação por indícios de “noteiras”. Nesses casos, CNPJs existiriam apenas no papel e simulam operações comerciais para emitir notas fiscais frias sem que serviços tenham sido efetivamente prestados.
15 empresas de bebidas, cigarros e combustíveis emitiriam cerca de R$ 300 milhões em notas
A primeira etapa da Operação Maçarico se concentra em 15 empresas dos setores de bebidas, cigarros e combustíveis na capital e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O grupo teria emitido cerca de R$ 300 milhões em notas fiscais em 2026.
A Secretaria da Fazenda afirma que não encontrou estrutura operacional ou administrativa nos endereços cadastrados. A investigação aponta que o uso das notas teria como objetivo gerar créditos indevidos, acobertar mercadorias em trânsito e dar aparência de licitude a operações ilegais, como comercialização de produtos contrabandeados e furtados.
Novas fases até julho e força-tarefa da Receita Federal e do GSI
A Secretaria da Fazenda informou que vai concentrar esforços em setores com maiores índices de irregularidades. Novas fases serão deflagradas até julho para fiscalizar outros estabelecimentos sob suspeita.
O órgão diz que montou uma força-tarefa com auditores da Receita Federal e servidores da Secretaria e do GSI para ampliar a investigação.
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