Um passeio de carro com o neto virou um momento de lembrança ao som da voz de Maria Bethânia. A dupla ouviu a música “Ai, ai saudade” e ficou em silêncio até o final.
Rádio Telefunken na infância e Frevo Nº1 do Recife voltam com Maria Bethânia
São Bento do Una, em Pernambuco, marca a primeira lembrança do narrador. Quando ele tinha pouco mais de 10 anos, a mãe pediu que ele ficasse em silêncio antes de escutar uma música no rádio Telefunken.
Mais tarde, ele soube que aquela canção era o Frevo Nº1 do Recife e carregava nostalgia de Antonio Maria, pernambucano radicado no Rio de Janeiro.
“Ai, ai saudade” toca no rádio do carro e gera o mesmo pedido de silêncio
Mais de meio século depois, morando no Rio de Janeiro, o narrador estava passeando de carro com o único neto homem. Ele dirigia e o menino, quase 3 anos, matraqueava na cadeirinha do banco traseiro.
Ao ligar o rádio do carro em uma FM qualquer, apareceu a voz de Maria Bethânia cantando “Ai, ai saudade”. O narrador fez um “psiuuu” e pediu que Antonio, o neto, escutasse a música.
O carro parou no acostamento e a dupla ouviu até o fim, com o trecho “Parece que eu vejo Walfrido Cebola no passo / Recife está dentro de mim”.
Silêncio no fim da música e a dúvida sobre lágrimas do avô
O texto mostra que o neto obedeceu e se calou durante a audição. O narrador afirma que não sabe se, do “banquinho”, o menino viu as “muito pouco furtivas” lágrimas do avô.
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