Lula assinou uma ordem simbólica para a Petrobras terminar a construção de uma fábrica de fertilizantes no Cerrado. O governo diz que falta apenas 20% da estrutura, depois de uma paralisação que já dura mais de 12 anos.
Lula manda Petrobras retomar obra de fertilizantes no Cerrado
Lula falou no palanque e assinou uma ordem para concluir a indústria de fertilizantes. Segundo as contas do governo, a obra está quase pronta e falta 20% da estrutura.
A fábrica fica no projeto de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A cobrança por uma entrega rápida ganhou força diante do tempo perdido desde o início do empreendimento.
Projeto começou em 2007, foi iniciado em Três Lagoas em 2011 e parou em 2014
O projeto foi decidido no segundo mandato de Lula, em 2007. A ideia surgiu como alternativa à dependência do Brasil das importações de fertilizantes, que era 70% na época e chegou a 80% hoje.
A Petrobras escolheu Três Lagoas por ficar entre a rota do gás natural da Bolívia e as indústrias consumidoras do Sudeste. A construção começou em 2011, com terreno doado pela prefeitura e montagem de equipamentos comprados na China, incluindo um reator de amônia com 761 toneladas e outro de ureia com 370 toneladas.
A obra foi interrompida uma semana antes do Natal de 2014. Na sexta-feira pré-natalina, a Petrobras anunciou a rescisão de contratos com a empreiteira Galvão Engenharia e com a chinesa Sinopec, citando a necessidade de garantir a conclusão no menor prazo possível.
Retomada ainda enfrenta atraso e custo extra estimado pelo governo
Mais de doze anos passaram e ainda falta um quinto da estrutura. O texto cita 2 bilhões de dólares, equivalentes a 10 bilhões de reais, e mais de 4.000 dias de atraso.
Para terminar o projeto, o governo aponta que faltam mais 1 bilhão de dólares, cerca de 5 bilhões de reais. A conta final indicada no texto coloca um custo quase 50% acima do orçamento inicial e do padrão mundial.
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