Maioria dos estados mantém alerta para SRAG, diz boletim da Fiocruz

A maioria dos estados do Brasil segue com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, aponta o Boletim InfoGripe da Fiocruz. O alerta vale para a Semana Epidemiológica 25, de 15 a 21 de junho.

InfoGripe mostra pressão nos serviços de saúde mesmo com cenário nacional mais estável

Segundo a Fiocruz, o cenário nacional apresenta tendência de estabilização dos casos de SRAG. Mesmo assim, a circulação de vírus respiratórios continua alta e mantém a pressão sobre os serviços de saúde.

Estados fora do alerta e vírus responsáveis por hospitalizações e mortes

Apenas Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins não registram níveis de alerta nas últimas duas semanas. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima têm tendência de crescimento dos casos de SRAG nas últimas seis semanas.

A Fiocruz aponta o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal responsável pelo aumento de hospitalizações, especialmente entre crianças pequenas. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 55,2% dos casos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus (23,1%), influenza A (14,5%), influenza B (8,1%) e Sars-CoV-2 (2,1%). Nos óbitos por SRAG com identificação viral, a influenza A aparece com 36,7%, seguida pelo VSR (22,3%), rinovírus (20,9%), influenza B (13,1%) e Covid-19 (8,3%).

Vacinação e medidas preventivas entram no foco com maior risco para crianças e idosos

A incidência da SRAG permanece mais alta entre crianças pequenas, principalmente por causa do VSR. A mortalidade fica maior entre idosos, com predominância da influenza A.

A Fiocruz reforça a vacinação contra influenza e Covid-19 e pede medidas preventivas, como uso de máscaras em locais fechados e unidades de saúde. A orientação também inclui isolamento em caso de sintomas respiratórios.

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