O governo de Donald Trump reagiu com críticas à decisão do Brasil de permitir que Sergey Vladimirovich Cherkasov deixe o país e possa voltar à Rússia. Os EUA disseram que estão profundamente preocupados e que a medida enfraquece o compromisso de combater interferências estrangeiras.
EUA dizem que decisão do Brasil afeta combate a interferências estrangeiras
Em nota divulgada na quarta-feira 8, um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que os Estados Unidos estão “profundamente preocupados” com a medida.
O governo americano disse ainda que a decisão enfraquece o compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras e proteger a integridade das instituições democráticas.
Brasil publicou expulsão de Cherkasov no Diário Oficial da União em 6 de segunda-feira
Sergey Cherkasov foi preso no Brasil em abril de 2022. Ele estava com a identidade de Victor Muller Ferreira, descrita como a de um suposto estudante brasileiro nos Estados Unidos, e cumpria pena de cinco anos na penitenciária federal de Brasília por falsidade ideológica.
O FBI e a Polícia Federal apontam Cherkasov como um agente de inteligência russo. A decisão do governo brasileiro de expulsá-lo foi publicada na segunda-feira 6 no Diário Oficial da União, mas só poderá ser cumprida após o fim da pena ou com liberação antecipada pelo Poder Judiciário, sem previsão de quando vai ocorrer.
Washington pediu que Brasil analise o “precedente” e trabalhe junto para responsabilizar pessoas
Os Estados Unidos também exigiram que o Brasil considere o precedente criado pela decisão de expulsar o russo. O governo americano pediu trabalho conjunto com Washington para responsabilizar pessoas que “ameaçam nossa segurança coletiva”.
O caso envolve ainda a revelação do The New York Times, que citou que o governo de Vladimir Putin usou o Brasil como uma “fábrica de espiões”.
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