Quatorze deputadas federais protocolaram nesta quarta-feira, 8, uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o influenciador Paulo Figueiredo e conteúdos ligados ao partido Missão. Elas pedem investigação por suposta propaganda discriminatória e violência política de gênero, com impacto no voto feminino nas eleições de 2026.
Representação pede apuração por propaganda discriminatória e violência política de gênero
O documento solicita que o Ministério Público Eleitoral apure eventual prática de propaganda discriminatória e outras condutas incompatíveis com o regime democrático. As deputadas também pedem investigação sobre violência política de gênero.
Bancada Feminina lidera pedido com deputadas do PT citando falas e o Livro Amarelo
A iniciativa é liderada pela coordenadora da Bancada Feminina da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES). O grupo inclui outras treze parlamentares petistas, como Gleisi Hoffmann, Maria do Rosário, Benedita da Silva, Carol Dartora, Natália Bonavides e Erika Kokay.
Na representação, as deputadas apontam declarações atribuídas a Paulo Figueiredo, dizendo que mulheres “votam mal”, com foco em solteiras, e que mulheres casadas tenderiam a seguir o voto dos maridos. Elas também pedem apuração de conteúdos relacionados ao chamado Livro Amarelo, elaborado pelo partido Missão, que discute “democracia familiar”, “voto familiar” e críticas ao sufrágio universal.
PGR deve preservar conteúdos e comunicar o TSE para medidas de proteção na campanha de 2026
O pedido inclui abertura de procedimento investigatório, preservação de conteúdos publicados nas redes sociais e requisição de informações às plataformas sobre eventual impulsionamento das publicações. As deputadas também pedem que a PGR avalie autoria, circulação e uso político-eleitoral do Livro Amarelo e comunique o Tribunal Superior Eleitoral para medidas preventivas de proteção à participação política das mulheres.
O texto diz que as mulheres representam aproximadamente 52% do eleitorado brasileiro, somando mais de 81 milhões de eleitoras. As deputadas defendem que a proteção do voto feminino é proteção da democracia.
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