A Polícia Federal recomendou ao Ministério da Justiça a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão na unidade de Angra dos Reis, no Rio, por faltas não justificadas. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
Faltas não justificadas na PF em Angra dos Reis levam a pedido de demissão
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acumulou faltas não justificadas na delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio.
Com as ausências, a PF recomendou ao Ministério da Justiça que ele seja demitido do cargo de escrivão na unidade.
Afastamento em fevereiro e determinação para entregar carteira funcional e arma
Em 26 de fevereiro, antes da recomendação, a PF já tinha afastado Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Na época, foi decidido que ele entregasse a carteira funcional e a arma de fogo institucional ao chefe imediato em cinco dias úteis, salvo decisão em contrário da autoridade responsável.
Em dezembro de 2025, a cassação do mandato de Eduardo na Câmara dos Deputados aconteceu por excesso de faltas. Em março de 2025, ele se mudou para os Estados Unidos após alegar perseguição política no Brasil, e nesta semana recebeu um green card do governo de Donald Trump.
Decisão de Wellington Lima e Silva define destino do cargo de escrivão
O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, é quem vai tomar a decisão final sobre a demissão recomendada pela PF.
Na Justiça, o ex-parlamentar também foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo, ligado às tentativas de coação a autoridades no exterior para interferência em ações judiciais brasileiras.
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