Rodoviários do município do Rio decidiram manter o estado de greve depois de rejeitarem, por unanimidade, a proposta do Rio Ônibus na audiência de conciliação no TRT. A mudança de estratégia começou após assembleia nesta quinta (23) e afeta as negociações com as empresas.
Greve continua após conciliação no TRT e negociação muda para cada empresa
O acordo apresentado pelo Rio Ônibus foi recusado durante a audiência de conciliação realizada na quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Na tarde desta quinta (23), a categoria decidiu manter o estado de greve em assembleia na sede do Sindicato dos Rodoviários, em Rocha Miranda, Zona Norte, com a participação de cerca de 250 trabalhadores.
Proposta previa reajuste de 5% e cesta básica com aumento de 6%
A proposta incluía reajuste salarial de 5% e aumento de 6% no valor da cesta básica.
Com a rejeição, os rodoviários optaram por tratar os acordos de forma individual com cada empresa de ônibus. Segundo o sindicato, a greve segue em vigor e pode haver paralisações pontuais nas empresas onde as negociações não avançarem ou onde persistirem irregularidades trabalhistas.
O sindicato também informou que vai entrar com ações na Justiça do Trabalho para cobrar o pagamento dos 30 minutos diários do “tempo de placa”. Esse é o período em que os motoristas ficam à disposição da empresa nos pontos finais, recebendo passageiros, sem que o tempo seja contado como intervalo de almoço ou remunerado adequadamente.
Acordos Coletivos dependem do consenso e dissídio continua no TRT
Onde houver consenso nas negociações, serão firmados Acordos Coletivos de Trabalho. Ao mesmo tempo, o dissídio coletivo da categoria seguirá tramitando no TRT após o desembargador responsável dar prosseguimento ao processo.
Ao fim da assembleia, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, disse que a negociação passará a ocorrer por empresa e que pode haver paralisação por empresa diante de irregularidades.
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