O Rio de Janeiro foi o 2º maior exportador do Brasil no primeiro semestre de 2026, com US$ 28,33 bilhões em vendas ao exterior. O número coloca o estado atrás só de São Paulo e ganha força com o petróleo.
Petróleo sustenta liderança do Rio e muda o ranking dos estados
O desempenho do Rio no período ficou muito ligado ao petróleo. O produto somou US$ 22,33 bilhões e representou 78,8% do total exportado pelo estado entre janeiro e junho.
Sem as vendas de petróleo, o volume exportado cairia para cerca de US$ 6 bilhões. Nesse cenário, o Rio sairia da 2ª colocação e iria para o nono lugar entre os estados exportadores.
China compra quase metade das exportações e cinco produtos concentram 90,2%
Os dados foram obtidos na base Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e consideram exportações realizadas entre janeiro e junho de 2026. Os valores estão em dólares FOB e agrupados pela unidade da federação de origem da mercadoria.
Os cinco principais produtos responderam por 90,2% do valor exportado no semestre. Além do petróleo, aparecem minérios de ferro não aglomerados (US$ 1,08 bilhão), produtos semimanufaturados de ferro ou aço (US$ 868 milhões), óleos combustíveis e derivados (US$ 636 milhões) e partes de turborreatores e turbopropulsores (US$ 631 milhões).
Exportações oscilam no semestre: pico em abril e maior queda em maio
As exportações do Rio mudaram ao longo do semestre. O estado fez US$ 4,55 bilhões em janeiro, US$ 4,38 bilhões em fevereiro e US$ 5,23 bilhões em março, com pico em abril de US$ 5,88 bilhões.
Em maio, as vendas caíram 40,5%, para US$ 3,50 bilhões. Em junho, voltaram a subir, chegando a US$ 4,79 bilhões, com alta de 36,8%.
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