Declarações de Javier Milei em convenção de Flávio Bolsonaro acendem disputa internacional na campanha de outubro

Javier Milei subiu ao palco na convenção que formalizou Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência e fez ataques a Lula, ao Supremo e a Alexandre de Moraes. As falas ampliaram a discussão sobre interferência externa na campanha de outubro.

Milei usa convenção no Brasil e puxa debate sobre interferência de fora

Na Argentina, Milei falou como “amigo da família Bolsonaro” durante o evento. Ele também se colocou como “anarcocapitalista” e fez um discurso com críticas diretas a autoridades brasileiras.

Enquanto isso, Lula participava da convenção do PT que homologou a candidatura de Fernando Haddad no Palácio dos Bandeirantes. O confronto entre os lados acabou virando um racha diplomático e repercutindo nas redes sociais.

Itamaraty convoca embaixador argentino e brasileiro volta do país; troca de farpas continua

O Itamaraty afirmou que não existe precedente de um presidente estrangeiro, em território nacional, fazer agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, ao Poder Judiciário e ao povo brasileiro.

Mauro Vieira convocou o embaixador da Argentina e chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires. Depois, Lula reagiu com ironia dizendo: “Quem é esse cara?”, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de “palhaço”.

O ministro Guilherme Boulos disse que Milei era “uma caricatura patética” e “um puxa-saco de Trump”. Na quarta-feira 29, Lula voltou ao tema e chamou o argentino de “coisa”.

Lula manda evitar novo confronto, mas caso segue; Estados Unidos entram no radar

Depois das declarações de Durigan e Boulos, Lula orientou auxiliares a evitarem novos embates e deixou o caso seguir pelos canais diplomáticos. A orientação, porém, não ficou parada, e Lula voltou a falar do assunto na quarta-feira 29.

O texto aponta que a atenção do Palácio do Planalto também mira os Estados Unidos. Na semana passada, o Itamaraty negou visto a dois prepostos do governo Trump e mencionou que eles poderiam usar a visita para levantar suspeitas sobre a credibilidade das urnas eletrônicas.

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