Washington Quaquá, prefeito de Maricá, passou o número 1313 para o filho Diego Quaquá e abriu uma crise no PT do Rio. Em protesto, Lindbergh Farias e Marcelo Freixo vão faltar à convenção do partido marcada para a manhã deste sábado (01).
Número 1313 vira disputa e quebra regra de convenção do PT do Rio
Eleito em 2022 com o número 1313, Washington Quaquá entrou na disputa sobre quem “herdaria” o símbolo do partido na urna. O 1313 ficou com Diego Quaquá, presidente estadual do PT.
O problema no Rio envolveu dois nomes. Lindbergh Farias era citado como provável puxador da legenda. Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur, também aparece como cotado entre os mais votados em outubro.
Ofício do PT define prioridade e sorteio, mas decisão ficou com o filho
Na última terça-feira (22), a Secretaria Nacional de Organização do PT enviou um ofício aos diretórios estaduais com regras para a escolha dos números nas convenções. A regra diz que, havendo disputa, terá prioridade quem já tenha usado o número em 2022; ou em 2024.
Se ninguém tivesse usado antes, o texto prevê consenso. Se o consenso não acontecer, o sorteio define entre os candidatos. No entanto, segundo a reportagem, Quaquá passou o seu número diretamente para o filho.
Lindbergh e Freixo assinam manifesto e não aparecem na convenção do PT
Revoltados, Lindbergh e Freixo decidiram não ir à convenção marcada para a manhã deste sábado (01). Eles assinaram juntos um manifesto chamado “O PT não é capitania hereditária”.
No texto, eles dizem que interesses familiares orientam decisões estratégicas do PT. Freixo afirmou: “Estarei nas ruas todos os dias fazendo campanha para Lula. Isso é o mais importante. Mas não podemos fechar os olhos para tamanha arbitrariedade”.
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