Na terça 4, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti. A medida foi interpretada pelo governo Lula como arbitrária e aumentou o estresse institucional entre os dois países.
De elogios na Casa Branca ao corte de visto: como a tensão virou disputa eleitoral
Em 7 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniram na Casa Branca e trocaram elogios. Lula falou em “amor à primeira vista” e Trump disse que Lula era “um bom homem”.
Depois desse encontro, a gestão trumpista classificou as facções PCC e Comando Vermelho como terroristas. A ação contrariou Lula e ganhou força com o avanço da campanha eleitoral.
Revogação de visto, “agreement” e Daniel Perez: o que os EUA alegam
Segundo a matéria, a revogação tem caráter político. O texto diz que Viotti consegue continuar no país, mas não pode deixar e depois voltar.
O motivo alegado pelos EUA é a demora do governo em conceder o agreement ao novo embaixador para o Brasil, o deputado da Flórida Daniel Perez, nomeado em 1º de junho. Filiado ao Partido Republicano, ele é ligado a Marco Rubio, chefe do Departamento de Estado.
A matéria lembra que o Itamaraty diz que segue o rito regular. Lula afirmou que a atitude foi “irresponsável” e citou a negação de vistos a dois funcionários do Departamento de Estado em julho, ligados a um relatório sobre as urnas eletrônicas.
O que observar até a eleição e como o tema se conecta a Argentina e “onda azul”
O ex-embaixador nos EUA Rubens Barbosa disse que a chance de o clima melhorar antes da eleição é remota. Ele afirmou que interesses estratégicos devem prevalecer após outubro.
A reportagem também liga a tensão com a Argentina, depois que o presidente Javier Milei chamou Lula de “presidiário”, “ladrão” e “lixo socialista”. No caso, o governo brasileiro trouxe de volta o embaixador Julio Bitelli e mandou embora Guillermo Daniel Raimondi.
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