O Copom do Banco Central cortou mais uma vez a Selic em 0,25 ponto percentual na última quarta-feira (5), levando a taxa a 14% ao ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que o ritmo de queda ainda não é suficiente para destravar investimentos e reduzir a pressão sobre empresas e consumidores.
Inflação mais fraca abre espaço para cortes maiores, diz CNI
A CNI afirma que o cenário de inflação mais favorável abre caminho para cortes mais intensos da taxa básica sem tirar o foco do controle dos preços.
A entidade também aponta que a inflação perdeu força e que o custo elevado do crédito segue afetando a capacidade de crescimento.
Selic em 14% ao ano e avaliação da CNI sobre política monetária
O Copom anunciou o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que chegou a 14% ao ano.
Fernando Galvão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, diz que o custo alto do crédito compromete a capacidade de crescimento das empresas. Ele acrescenta que as empresas têm comprometido margens e que isso desestimula novos investimentos.
Felipe Queiroz afirma que a redução do Copom foi tímida. Ele diz que a desaceleração da inflação dá espaço para uma política monetária menos restritiva, e cita um cenário macroeconômico desafiador.
Juros seguem restritivos e CNI aponta pressão financeira na indústria
A CNI destaca que a política monetária segue restritiva há 55 meses. A entidade calcula que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, em 10,4%, pela Regra de Taylor.
A consulta citada pela CNI aponta que 53% das empresas acreditam que vão precisar aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar. O levantamento também mostra que 58% estimam redução das margens de lucro.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.