Irã avisa que países que toparem sanções dos EUA terão ‘consequências’

O Irã alertou que países que aderirem à campanha de “guerra econômica” promovida pelos Estados Unidos podem sofrer “consequências”. O aviso saiu nesta segunda-feira, 24, e vem depois de Scott Bessent prometer mais detalhes do “Dia D econômico”.

Irã diz que qualquer parceria com os EUA contra Teerã terá impacto

O Ministério das Relações Exteriores do Irã fez a advertência nesta segunda-feira, 24.

O porta-voz do governo iraniano, Esmaeil Baqaei, disse a jornalistas que qualquer cumplicidade com os Estados Unidos nas ações contra o Irã traz “suas próprias consequências”.

Scott Bessent citou ‘ofensiva financeira’ e marcada coletiva às 14h de Brasília

No domingo 23, Scott Bessent escreveu no X (ex-Twitter) que as novas sanções serão impostas depois que os Estados Unidos “desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear”.

Bessent prometeu dar mais detalhes sobre o “Dia D econômico” em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, às 14h de Brasília.

O vice-chanceler iraniano, Kazem Gharibabadi, respondeu que a “narrativa não se sustenta” e questionou se exigir mobilização de “todas as instituições e poderes dos Estados Unidos” não seria “uma vitória ou o reconhecimento da derrota”.

Rezaei cita “ato de guerra” e fala em petróleo sem exportação

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos Estados Unidos será considerado um “ato de guerra”.

No X, Rezaei afirmou que, se a guerra econômica continuar, “nem uma única gota de petróleo será exportada”, pelo Estreito de Ormuz ou por outro ponto do Golfo Pérsico, e que o Irã vai tratar participação ou apoio à guerra econômica como “um ato de guerra”.

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