Um estudo do Instituto Trata Brasil projeta 12 dias de racionamento de água por ano até 2050. Em partes do Nordeste e do Centro-Oeste, esse número pode passar de 30 dias.
Mudanças climáticas podem aumentar a falta de água e pressionar o abastecimento
O trabalho analisa os efeitos das mudanças climáticas na disponibilidade e na demanda por água no país.
O estudo também liga o cenário a fenômenos climáticos como o El Niño, que pode intensificar períodos de calor, estiagens e chuvas extremas.
Queda de disponibilidade, aumento de temperatura e mais consumo elevam o risco de escassez
O levantamento Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas calcula redução de 3,4% na disponibilidade hídrica até 2050.
Na comparação com 2023, a temperatura máxima pode subir cerca de 1°C até 2050. A mínima deve aumentar 0,47°C.
O estudo estima que o calor pode elevar a demanda por água em 12,4%. Isso somaria mais 2,113 bilhões de metros cúbicos de água por ano, e, mantendo perdas de 2023, exigiria produzir outros 3,515 bilhões de metros cúbicos por ano.
Metas do Marco Legal e redução de perdas entram na mira para enfrentar a pressão
O cenário também pode ampliar desigualdades no acesso à água, afetando mais áreas periféricas e rurais com infraestrutura mais limitada.
O Marco Legal do Saneamento define metas para 2033: 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. O estudo cita ainda ações como redução de perdas na distribuição e expansão da coleta e do tratamento de esgoto.
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