Uma investigação ligada à Lava Jato sobre supostos pagamentos de propina envolvendo contratos da Furnas chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso envolve o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos), candidato a deputado federal por Minas Gerais.
Inquérito que saiu da Justiça do Rio chega ao STF e segue em segredo
O inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Rio em fevereiro de 2025.
Em maio deste ano, a Justiça do Rio encaminhou o material ao STF.
O processo chegou efetivamente à Corte na sexta-feira (28) e tramita sob segredo de Justiça.
Colaborações citam Furnas, Benjamin Katz, Odebrecht e Andrade Gutierrez
A apuração retoma suspeitas que apareceram em delações premiadas da Operação Lava Jato.
Entre os colaboradores citados na investigação estão o doleiro Vinicius Claret e Lúcio Bolonha Funaro, apontado nas investigações como operador financeiro ligado a Cunha.
Segundo o relato de Funaro, Benjamin Katz teria atuado como intermediário em supostos pagamentos de empreiteiras ligadas a contratos da Furnas, incluindo negócios atribuídos a Odebrecht e Andrade Gutierrez.
Influência de Cunha na Furnas aparece em documentos e depoimentos citados no caso
A investigação também se baseia em documentos da Procuradoria-Geral da República feitos durante a Lava Jato.
O material cita que, entre 2007 e 2010, Cunha teria indicado Luiz Paulo Conde para a presidência da Furnas e teria colocado Benjamin Katz para negociar com empreiteiras menores, evitando que o então deputado aparecesse diretamente.
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