A Advocacia-Geral da União (AGU) começou os trâmites para que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi perca o cargo. O caso envolve acusações de importunação sexual e assédio contra duas vítimas.
A decisão do STJ já indicou a perda do cargo, mas o desfecho final depende do Supremo Tribunal Federal (STF).
AGU quer efeito definitivo da perda do cargo de Marco Buzzi
A AGU informou que vai encaminhar o processo para que Buzzi perca definitivamente o cargo. A medida acontece depois que o ministro foi afastado do posto diante das acusações divulgadas por VEJA.
O presidente da Corte, Luís Felipe Salomão, confirmou a informação à VEJA.
Corte Especial do STJ decidiu pela perda, mas STF precisa confirmar
A Corte Especial do STJ decidiu, em agosto passado, pela perda do cargo do juiz. O veredicto precisa ser confirmado pelo STF para valer de forma definitiva.
Em paralelo, a AGU encaminhou uma ação civil pública no STF pedindo que ele não receba mais salários de forma proporcional ao cargo.
Marco Buzzi sempre negou as acusações e, segundo a matéria, agora responde na esfera criminal no STF.
Acusações citam fatos de janeiro em Santa Catarina e abusos desde 2023
Uma das vítimas disse que, em janeiro passado, em uma praia em Santa Catarina, Buzzi a virou de costas para si e pressionou o quadril e nádegas contra ele. A denúncia foi feita em relação a um episódio durante o banho de mar.
Uma segunda acusação foi feita por uma funcionária terceirizada do tribunal. Ela relatou abusos desde 2023 e disse que o magistrado teria importunado sexualmente em sete oportunidades.
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